AEUP

Atendimento Espírita em Unidades Prisionais

Trata-se de um grupo de voluntários, oriundos das diversas Casas Espíritas vinculadas à 1ª e à 14ª União Regional Espírita-URE. Atua, principalmente, junto aos reeducandos privados de liberdade. Contudo, procura disponibilizar o auxílio cristão aos trabalhadores dessas unidades, bem como, aos familiares dos envolvidos. Essa ação evangelizadora ocorre presencialmente e, também, por meio de Cartas Fraternas. Esse grupo se faz representado no Conselho da Comunidade na Execução Penal da Capital – CCEPC.
Tem por missão levar a mensagem do Cristianismo Redivivo pelo prisma da Codificação Espírita, consolidada por Allan Kardec. Nesse sentido, as visitas aos nossos irmãos procuram contemplar momentos para “Acolher, Consolar, Esclarecer e Orientar” por intermédio de uma conversa e escuta fraternas. Para participar como trabalhador voluntário, é necessário o interessado estar atuando em uma Casa Espírita, participar de uma capacitação inicial, dispor-se ao aperfeiçoamento contínuo e ter relativa compreensão da Doutrina Espírita. Entretanto, o principal atributo almejado é a vontade de servir, de doar-se, exemplificando o Amor Incondicional, ensinado pelo Cristo. São realizadas reuniões mensais, no intuito de coordenar as ações e compartilhar experiências. Elas são abertas e acontecem, conforme o calendário apresentado no planejamento anual, geralmente, na Associação Espírita Fé e Caridade – AEFC, situada à Rua Fernando Machado, Nº 245, Centro – Florianópolis.

Tem por missão levar a mensagem do Cristianismo Redivivo pelo prisma da Codificação Espírita, consolidada por Allan Kardec. Nesse sentido, as visitas aos nossos irmãos procuram contemplar momentos para “Acolher, Consolar, Esclarecer e Orientar” por intermédio de uma conversa e escuta fraternas. Para participar como trabalhador voluntário, é necessário o interessado estar atuando em uma Casa Espírita, participar de uma capacitação inicial, dispor-se ao aperfeiçoamento contínuo e ter relativa compreensão da Doutrina Espírita. Entretanto, o principal atributo almejado é a vontade de servir, de doar-se, exemplificando o Amor Incondicional, ensinado pelo Cristo. São realizadas reuniões mensais, no intuito de coordenar as ações e compartilhar experiências. Elas são abertas e acontecem, conforme o calendário apresentado no planejamento anual, geralmente, na Associação Espírita Fé e Caridade – AEFC, situada à Rua Fernando Machado, Nº 245, Centro – Florianópolis.

Venha fazer parte do Atendimento Espírita em Unidades Prisionais – AEUP, e as palavras do Cristo soarão como música em Nossas Almas: “Estive preso e me visitaste”!

“O preso é um de nós que foi apanhado.”

Medite sobre esse pensamento de Emmanuel!

Como ignorar que, tendo o Espírito a imortalidade e que por intermédio das reencarnações, evolui em direção à perfeição, vivenciando as experiências, em provas e expiações?

Como ignorar que nossa realidade humana se alterna “vida após vida”, nos reencontros com amigos e desafetos de existências passadas para que reforcemos a ligação com os primeiros e com eles assumamos missões de fraternidade e amor, enquanto corrigimos o relacionamento com os desafetos?
Para que se cumpra a Justiça Divina, através da Lei de Ação e Reação – da Causa e Efeito – ora somos “pai e filho” ou “marido e esposa”… apenas desempenhando papéis momentâneos, a possibilitar vivências educativas!
O que se pede é a atenção do leitor para a possibilidade de que algum (ou alguns) daqueles que estão presos, poderem ter sido ou ainda virem a ser da “nossa família consanguínea”.
Encontrar-se-ão inúmeros outros motivos para meditarmos sobre a realidade vivida por nossos irmãos encarcerados no Livro “Alvorada do Reino”, por Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.

Prisão (Emmanuel/Chico)

Mentalizemos a criatura recolhida à prisão para relacionar-lhe os aflitivos problemas.
Quase sempre chora sem lágrimas sob o azorrague do remorso a zurzir-lhe o espírito, arrependendo-se tardiamente, da culpa que poderia ter evitado a preço de complacência.
Dia e noite, o relógio assinala-lhe os instantes amargos que se acumulam em cristalizações de angústia que, frequentemente, raiam no desespero.
Padece doloroso banimento social, em compulsória distância daqueles que mais ama.
Recebe surpresas ingratas, na abjeção a que se vê relegada, seja na companhia dos elementos inferiores que lhe partilham a penitência ou na hostilidade daqueles que se lhe erigem, por inimigos sorridentes do cárcere.
Além de tudo, porém, é constrangida a perder os patrimônios do tempo, de vez que a reclusão lhe subtrai preciosas oportunidades de aprimoramento e progresso.
No símbolo, encontramos a posição aviltante que Jesus, por Divino Médico, procurou conjurar em nosso favor, exortando-nos ao perdão sem limites, porque, em verdade, malquerença e ressentimento, não são mais que perigosa enxovia mental, impedindo-nos a livre assimilação dos bens que a vida nos oferece, segregando-nos em algemas fluídicas de enfermidade e de treva, entre as quais, muita vez, apressamos ao passo da morte prematura.
Não contes ofensas e chagas, pedradas e cicatrizes.
Recorda que em tudo somos acalentados pelo amor incessante da Providência Divina e sigamos adiante, lembrando-nos de que, além da noite, o sol brilha sem sombra, por mensagem de Deus, bradando a plenos Céus, a vitória da luz.

ESE – Capítulo XI – Amar o próximo como a si mesmo

CARIDADE PARA COM OS CRIMINOSOS

14. A verdadeira caridade constitui um dos mais sublimes ensinamentos que Deus deu ao mundo. (…). Deveis amar os desgraçados, os criminosos, como criaturas, que são, de Deus, às quais o perdão e a misericórdia serão concedidos, se se arrependerem, como também a vós, pelas faltas que cometeis contra a sua lei.(…).

Não julgueis, oh! Não julgueis absolutamente, meus caros amigos, porquanto o juízo que proferirdes ainda mais severamente vos será aplicado e precisais de indulgência para os pecados em que sem cessar incorreis. (…) A verdadeira caridade não consiste apenas na esmola que dais, nem, mesmo, nas palavras de consolação que lhe aditeis. Não, não é apenas isso o que Deus exige de vós. A caridade sublime, que Jesus ensinou, também consiste na benevolência de que useis sempre e em todas as coisas para com o vosso próximo. Podeis ainda exercitar essa virtude sublime com relação a seres para os quais nenhuma utilidade terão as vossas esmolas, mas que algumas palavras de consolo, de encorajamento, de amor, conduzirão ao Senhor supremo. Estão próximos os tempos, repito-o, em que nesse planeta reinará a grande fraternidade, em que os homens obedecerão à lei do Cristo, lei que será freio e esperança e conduzirá as almas às moradas ditosas. Amai-vos, pois, como filhos do mesmo Pai; não estabeleçais diferenças entre os outros infelizes, porquanto quer Deus que todos sejam iguais; a ninguém desprezeis. Permite Deus que entre vós se achem grandes criminosos, para que vos sirvam de ensinamento. (…). Deveis, àqueles de quem falo, o socorro das vossas preces: é a verdadeira caridade. Não vos cabe dizer de um criminoso: “É um miserável; deve-se expurgar da sua presença a Terra; muito branda é, para um ser de tal espécie, a morte que lhe infligem. ” Não, não é assim que vos compete falar. Observai o vosso modelo: Jesus. Que diria ele, se visse junto de si um desses desgraçados? Lamentá-lo-ia; considerá-lo-ia um doente bem digno de piedade; estender-lhe-ia a mão. Em realidade, não podeis fazer o mesmo; mas, pelo menos, podeis orar por ele, assistir-lhe o Espírito durante o tempo que ainda haja de passar na Terra. Pode ele ser tocado de arrependimento, se orardes com fé. É tanto vosso próximo, como o melhor dos homens; sua alma, transviada e revoltada, foi criada, como a vossa, para se aperfeiçoar; ajudai-o, pois, a sair do lameiro e orai por ele.
Isabel de França. (Havre, 1862.)

Consideração Inicial

O AEUP está, vinculado ao Departamento de Assistência e Promoção Social da 1ª URE. Realiza, ainda, idêntica atividade junto às Unidades de Ressocialização (destinadas aos jovens – menor de idade).

Objetivos do AEUP

Quanto aos Voluntários: Respaldar as atividades/programas/projetos e seus trabalhadores, enquanto divulgadores do Espiritismo em Unidades Prisionais, sob a égide dos instrumentos normativos da atividade, em especial as “Normas e Procedimentos”.

Congregar todos os voluntários no sentido de:

 Normatizar e orientar as atividades;

  • Favorecer a capacitação contínua;

 Oficializar os trabalhos junto aos dirigentes das Instituições Prisionais;

 Favorecer compartilhamento de experiências, estimulando reflexão da sociedade sobre o sistema penitenciário;

 Viabilizar a divulgação dos trabalhos para estimular o surgimento de novos voluntários;

 Buscar recursos que possam minimizar a situação dos encarcerados e seus familiares;

 Implantar novos grupos para o atendimento à todas unidades; e

 Representar o Movimento Espírita em fóruns afins.

Quanto aos reeducandos: Despertar-lhes o sentido dos valores morais, inseridos pelo Criador na consciência de cada um, traduzidos no Evangelho de Jesus. Resgatar a autoestima pela busca de um novo caminho para a vivência das experiências desta passagem terrena, visando o aprimoramento do caráter e a iluminação do Espírito, condições plenamente viabilizadas pelo estudo e pelo esforço sincero.

Missão: A Prática da Caridade, segundo o Espiritismo.

Lema: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse CARIDADE, seria como metal que soa ou como o címbalo que retine” 
(Paulo: 1º Epístola aos Coríntios)

Histórico do Grupo

O grupo foi criado em fevereiro de 2003, pelo Presidente na época, do CRE 1, (*) hoje 1ª URE (**), Alexandre Chambarelli de Novaes.
A primeira reunião aconteceu em 23 de fevereiro de 2003, na sede da Associação Espírita Fé e Caridade – AEFC, com o objetivo de despertar a comunidade espírita para a necessidade de se ampliar às perspectivas de um novo modo de vida aos irmãos encarcerados, por meio da divulgação da Doutrina Espírita, dentro das Unidades Prisionais de Florianópolis. Participaram daquela reunião:

 Alexandre Chambarelli de Novaes – CRE 1
 Emery Oscar Valentim – ABRAME
 Neuza Terezinha Pinto Valentim – AENM – Associação Espírita Novo Mundo
 Ivo José Vieira
 José Airton Bezerra de Oliveira – AEFC
 Carlos Aldir Webler Rabello – AEFC
 Anderson Gomes – ICEF
 Stela Paula Leite – CEF
 Maristela Francisca Martins – SEOVE
 Maria da Conceição Orihuela – Diretora do Presídio Feminino de Florianópolis
 Roseana da Silva – Assist. Social do Presídio Masculino de Florianópolis

Na ocasião, o Presidente Alexandre Chambarelli de Novaes nomeou a irmã Maristela Francisca Martins como coordenadora do Grupo.
Em 14 de maio de 2005, a coordenação do grupo passou a ser de Carlos Aldir Webler Rabello.
Em 14 de dezembro de 2013 o grupo definiu o irmão Paulo Ferreira de Oliveira como seu novo coordenador.
Em 23 de fevereiro de 2015, assumiu a coordenação do grupo a irmã Magna da Luz Martins, sendo referendada pelo responsável pelo Departamento de Serviço Assistencial Espírita e pelo Presidente da 1ª URE, respectivamente, Sérgio Egídio Almeida e Paulo de Oliveira Azevedo.
Em 29 de agosto de 2015, assumiu o irmão Dauto dos Reis Pires como coordenado
Nota de esclarecimento:
(*): CRE 1 – Conselho Regional Espírita (foi substituído por 1ª URE)
(**) 1ª URE – Primeira União Regional Espírita.

Histórico dessa atividade em Florianópolis

A divulgação da Doutrina Espírita para os irmãos que se encontram presos em Unidades Prisionais é uma atividade que por iniciativas diversas vem sendo de longa data realizada em Florianópolis e região. Do que se conhece, temos o “Grupo Espírita Discípulos de Jesus”, posteriormente denominado “União Espírita Discípulos de Jesus”, do qual participavam Jobel Sampaio Cardoso, sua esposa Olga Peluso Cardoso, Waldemiro Monguilhot, Álvaro Régis, Laura Régis e Mário Cândido Raulino, que realizou inúmeras atividades no movimento espírita da Capital na década de 1940, entre elas as visitas à Penitenciária para divulgação da Doutrina. Essa tarefa na Penitenciária Estadual de Florianópolis foi em 1979 reaberta pela Associação Espírita Fé e Caridade, com os irmãos José Airton Bezerra de Oliveira e Maria Thereza Carreço de Oliveira que posteriormente, em 1980 delegaram a atividade para Edy Monthiel Velozo e Carlos Aldir Webler Rabello.

Legislação Reguladora
LEI Nº 7.210, DE 11 DE JULHO DE 1984.
Da Assistência Religiosa:
Art. 24. A assistência religiosa, com liberdade de culto, será prestada aos presos e aos internados, permitindo-se lhes a participação nos serviços organizados no estabelecimento penal, bem como a posse de livros de instrução religiosa.
§ 1º. No estabelecimento haverá local apropriado para os cultos religiosos.
§ 2º. Nenhum preso ou internado poderá ser obrigado a participar de atividade religiosa. ”

Coordenação atual
Coordenador Geral: Paulo Ferreira de Oliveira
Secretário: Arlindo Macie Sebastião

Contato para maiores esclarecimentos:
Paulo Ferreira de Oliveira
Coordenador Geral
E-mail: paulofo67@gmail.com – Fone: (48) 99909-5421

Sugestão de Bibliografia
 Qual poderá ser a utilidade da propagação das ideias espíritas? (Allan Kardec – Revista Espírita – janeiro de 1859)
 Textos “Atentado à Dignidade” e “O Criminoso e o Crime”, do livro “Em Torno do Mestre”.
 Na prática do Evangelho, o sistema prisional tem solução – publicado pelo Instituto Espírita Batuíra de Saúde Mental – original de Jorge Luiz Hessen – escritor, jornalista e articulista espírita.
 Exortação – conjunto de várias instituições lideradas pela Instituição Espírita “Cooperadoras do Bem” Amélie Boudet do RJ, na ação desenvolvida nas Unidades Prisionais do RJ e Niterói.
 Obsessores nos Presídios – do Livro “Encontros com Chico Xavier”, de Cezar Carneiro de Souza.
 Na Era do Espírito – Espíritos Diversos – / Francisco. Xavier e J. Herculano Pires – especificamente o Capítulo 12.
 Atendimento Fraterno – Projeto Manoel Philomeno de Miranda. LEAL
 As Leis Morais – R. Calligaris.
 Busca e Acharás – Francisco C. Xavier
 Jesus e o Evangelho – Joanna de Angelis/Divaldo P. Franco
 Vamos matar o criminoso? – Método APAC/Mário Otoboni. SP: Paulinas, 2001.
 Memórias do Padre Germano – Amália Domingo Sóler. Rio de Janeiro, 1998, FEB.

UNIDADES PRISIONAIS

Penitenciária – presos em regime fechado (art. 87).
Centro e Observação e Triagem – COT – realização de exames (art. 96)
Presídio – presos provisórios ou condenados, desde que separados (lei estadual 12.116/02)
HCTP – medidas de segurança e condenados em surto (art. 99)
Casa do Albergado – regime aberto e limitação de fim de semana (art. 93) Central de Triagem – local para viabilizar separação dos presos

UNIDADE Capacidade de vagas
Penitenciária 667
Presídio Masculino 256
Presídio Feminino 58
HCTP 72
Casa do Albergado 40
COT 203
CTT 220
Semi Aberto Palhoça 424
COPE São P de Alcântara 1200

Material da área restrita à Equipe AEUP

  • Atas de Reunião do AEUP
  • Relatos de Visitas
  • Relatos da Formação
  • Modelos de Ofícios e de Carta de Apresentação às Unidades Prisionais
  • Prece da Semana
  • Fotos de Reuniões
  • Outros

Material disponível para consulta pública:

  • Apresentações – ppt
  • Normas e Procedimentos AEUP
  • Termo de Adesão e Lei do Voluntariado
  • Folders
  • Cartazes
  • Outros

Link úteis:
http://www.febnet.org.br/ – Federação Espírita Brasileira – FEB
http://www.fec.org.br/ – Federação Espírita Catarinense

APAC – reportagem Fantástico 06-12-2015O programa Fantástico, da Rede Globo, ouve especialistas e vítimas sobre progressão de pena e apresenta a experiência das unidades prisionais APAC 

Ex-detentos criam clube do livro e descobrem o poder da literatura – metropoles.com

Mãos que um dia seguraram armas agora carregam livros. Antigos parceiros de crime, ao sair do sistema penitenciário, decidiram mudar radicalmente a história de suas vidas.
www.metropoles.com

PROJETO CARTAS FRATERNAS

1- OBJETIVO:

CARTAS FRATERNAS é um projeto a ser desenvolvido pelos integrantes da AEUP, com o objetivo de complementar a ação presencial dos seus Voluntários, que enfrentam limitações do tempo e espaço concedidos pelo sistema carcerário, para que desenvolvam sua ação de solidariedade e caridade, para com os detentos do Sistema Prisional.

2- PRINCÍPIO BÁSICO:

O texto, deve representar, fiel e estritamente, os postulados da Doutrina Espírita, com base no Evangelho de Jesus. Daí a atenção, o equilíbrio e a objetividade na sua formulação.

Em hipótese alguma o texto deve deixar transparecer propósitos de proselitismo. Deve pontuar o respeito à crença alheia, na medida em que todas as religiões sérias promovem o bem e a caridade. E que cada um segue aquela que corresponde ao seu atual entendimento e anseios.

3- O REDATOR:

O Objetivo e o Princípio básico que norteiam o Projeto Cartas Fraternas exigem que o redator tenha firme convicção espírita e adequado conhecimento dos ensinamentos da Doutrina, para que possa repassar ao destinatário da Carta a certeza e a solidez da própria Fé, como elemento básico para despertar confiança e promover a aceitação.

Ter sutileza e real sinceridade na abordagem, ouvir para conhecer e entender o interlocutor, como forma de desenvolver a empatia. Perceber e respeitar os limites que vão sendo impostos pelo mesmo.

Jamais usar o “eu” isso, “eu” aquilo; “eu acho” ou “para mim…” Não assumir uma postura professoral; não se posicionar mentalmente acima do detento. Não indagar dos motivos de sua situação atual; não deixar transparecer atitude de julgamento ou reprovação.

Lembrar que ninguém erra porque quer errar. Erra na tentativa de satisfazer uma necessidade, uma vontade, uma ambição, pensando sempre em “se dar bem”; erra por propósitos de revanche, ou vingança. Por equívoco na interpretação do que entende por “orgulho ferido”. Enfim, por manifestações de fraca ou ausente espiritualização, de desconhecimento ou desprezo às Leis de Deus.

O desafio para o redator, da mesma forma que para o Voluntário presencial, é ter a competência de sutilmente despertar no interlocutor, uma nova forma de ver e entender a Vida, sem afirmações, mas, quando muito, com perguntas inteligentes,

A Fé e a confiança na Espiritualidade Mentora, fornecerão a necessária ajuda.

É evidente que tudo isso se desenvolve numa desejável sequência de contatos, proporcionados pelo próprio detento.

Importante, portanto, a primeira carta a ser enviada ao candidato a recebê-la. Ela deve ser absolutamente simples, servindo de apresentação do redator (usar só o nome) e dizendo do objetivo da Carta Fraterna, que é levar ao privado de liberdade uma palavra de fé e solidariedade, que possa ajudá-lo, de alguma forma e sem intenção de convencimento, a entender e superar e atual quadra de sua vida.

Cautela ao falar da Lei de Causa e Efeito. Fazê-lo como forma de explicar a Justiça Divina, que não julga, nem condena.

Deus é pai e não faria nenhum mal aos seus filhos. Ao contrário: releva o nosso erro e nos dá oportunidade, de por nós mesmos, corrigi-lo e compensá-lo, Só assim, teremos o mérito da melhora, da mesma forma que tivemos a responsabilidade pelo equívoco que nos trouxe sofrimento.

PRELIMINAREIS IMPREESCINDÍVEIS PARA SER REDATOR DE “CARTAS FRATERNAS”:

  1. Ter firme convicção espírita e ser espírita praticante;
  2. Estar oficialmente vinculado a uma Casa Espírita;
  3. Ser vinculado à AEUP;
  4. Conhecer e continuar estudando as obras de Allan Kardec, André Luiz e demais autores recomendados.

NOTA:

Sendo um atendimento fraterno a “CARTA FRATERNA”, carrega um importante conteúdo mediúnico. Conta, como toda a ação espírita, com o aporte de energia e assistência por parte da Equipe Espiritual encarregada da ação. Isso deve despertar no Redator a responsabilidade de estudar, também, as obras de Suely Caldas Shubert e Hermínio Corrêa de Miranda, pelo menos.

Como em toda a atividade fraterna, quem mais recebe é quem mais se doa” In memoriam Marta Ribas (CE Amigos do Caminho)

Elaborado por Dauto dos Reis Pires (Out / 2017)

Veja nosso album de fotos:

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